[ editar artigo]

Qual tem sido teu Tylenol?

Qual tem sido teu Tylenol?


Com uma alta frequência, quando algo não vai bem na nossa vida buscamos formas rápidas de “baixar a temperatura” e seguir em frente.

Fazemos isso ao evitar conversas ou situações difíceis, e distraímos a consciência comprando roupas que não precisamos, comendo excessivamente, bebendo mais do que deveríamos, tomando remédios, malhando loucamente ou trabalhando até entrar em esgotamento. As opções de fuga são muitas, somos criativos. 
Esse é o nosso “sistema de proteção”, que tenta ao máximo evitar situações que nos tragam dor, fazendo com que acumulemos a sujeira em baixo do tapete evitando encarar nossas frustrações, e assim seguimos a caminhada “felizes” (ou distraídos). 
 
A questão é: numa situação de infecção se você trata somente o sintoma (temperatura alta) e não a causa raiz (infecção), a febre volta...certo? Assim também são nossas questões emocionais. Enquanto você não tratar a causa raiz, os sintomas voltarão e podem se manifestar de diversas formas.

Por exemplo quando você não cuida da tua autoestima e autoconfiança, podem surgir sintomas como:  
Insegurança na tomada de decisões,  
Medo de ousar ou tentar algo diferente do padrão;  
Incapacidade de dizer “não” ou estabelecer limites;  
Necessidade de controle,  
Necessidade de aprovação externa,  
Autocobrança excessiva,  
“Síndrome do impostor”,  
Evitar sentir suas próprias emoções, buscando anestesia-las ou ignorá-las,  
Necessidade de agradar os outros em tudo e o tempo todo,  
Autocrítica excessiva,
Dificuldade em pedir ou aceitar ajuda,  
Máscara de “durão/durona”, etc.  
 
Você se reconhece em algum dos comportamentos acima?
Parar é preciso. Pára. Começa a perceber teus comportamentos, teus hábitos. Exercita reconhecer tuas emoções e as manifestações que elas geram no teu corpo. Sim, o corpo fala! Ele fala com a gente através da dificuldade de dormir, dificuldade em focar, respiração alterada, dores de cabeça, imunidade baixa, gripes frequentes, irritabilidade, cansaço excessivo. “Pare, olhe, escute”, comece a dar mais atenção aos sinais que o teu corpo tem tentado te mandar.  
 
Às vezes passamos tempo demais evitando olhar o que pode nos libertar.
O processo de autoconhecimento é simples? Não. Exige esforço, consciência, persistência? Sim.  Muitas vezes precisamos de apoio profissional? Sim. Ponto importante: Você não precisa passar por este processo sozinho(a). 
 
“Ai Paula, mas que opções eu tenho?”. São muitas!
Tradicionais ou alternativas, as formas de trabalhar o autoconhecimento e autocuidado são diversas. Psicanálise, terapias comportamentais, EMDR, Gestalt-terapia, Constelação Familiar, Constelação individual, Microfisioterapia. Também há outras linhas que atuam mais focadas no presente, como meditação, mindfulness, coaching. Seja curioso(a), pesquise o que pode fazer mais sentido pra você.  
 
Custa tempo? Sim. Custa dinheiro? Sim. Custa esforço? Sim. Mas eu garanto....vale cada centavo investido e cada segundo de dedicação  🙏❤️ 
 
E você? Qual tem sido o teu Tylenol?

Consciência Emocional
Ler conteúdo completo
Indicados para você