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Processo de aprendizado e a chibata

Processo de aprendizado e a chibata


Calma, não se condene. Foi uma escolha ruim.  

Muitas vezes passamos horas, dias, semanas, meses ou uma vida inteira revivendo a amargura de uma má escolha sem conseguir seguir em frente, seja ela em relação a um projeto, uma oportunidade, o jeito que reagiu a uma situação, a forma como falou com alguém ou um negócio perdido.  

Permitir-se sentir a dor de uma frustração é importante, mas buscar se fortalecer e seguir em frente é essencial. Fez uma escolha ruim? Tomou uma ação/decisão equivocada?  Então olha pra essa situação, entenda o que a motivou (fatores externos e também a tua parcela de contribuição), e avalie quais aprendizados você pode obter:  

  • Como você poderia ter se preparado melhor para esta situação? (Preparação emocional, financeira, cognitiva, estratégica).
  • Que informações você deixou de perguntar ou compartilhar?  
  • Quais sinais você ignorou, e que já demonstravam o rumo que a situação ia tomar? (Os sinais quase sempre estão por ali...nós muitas vezes tapamos os olhos para não vê-los).
  • Quais ações você gostaria de ter tomado e por que não tomou?  
  • Há algo que pode ser feito ainda para esta situação? Se sim, o que pode ser feito e por que é importante dar este passo?  
  • Se nesta situação não há mais nada a ser feito, o que você pode estar atento(a) em próximos episódios para que a tua ação ou reação seja diferente? Como você pode se preparar? 

 
Entenda tuas escolhas anteriores, trabalhe nelas, muscule sua autoconfiança, agilidade emocional e avalie como você pode agir mais de acordo com teus valores, e com o que você quer construir pra tua vida.

Mas atenção: nada de chibata! Não se penitencie, entenda a situação como um todo de forma mais racional e construa estratégias para futuras escolhas melhores. 
 
Preciso te dizer: escolhas ruins acontecerão.
Nem sempre teremos todas as informações ou ferramentas necessárias para tomarmos a melhor decisão que pode existir, mas podemos ter clareza dos nossos valores e muscular competências de agilidade emocional, para que possamos tomar a melhor decisão possível.  
 
O processo de autopercepção e autorresponsabilidade exige coragem.
Coragem pra se olhar de perto, de encarar nossos defeitos, de descobrir coisas sobre nós mesmo que não tínhamos ciência. Mas também é preciso coragem pra largar a chibata e acolher a si mesmo, coragem pra se libertar da busca irreal pela perfeição, pra olhar pras nossas fortalezas e pras coisas lindas que somos capazes de construir quando decidimos usar nossos pontos fortes, e estamos focados em fazer algo em que acreditamos. 
 
Aprenda, siga em frente.
Acerte, aprenda, siga em frente.
Erre, aprenda, siga em frente. 

 
Se precisar, busque ajuda, você não precisa passar por este processo sozinho(a). Pegue esse pacote de aprendizados e siga firme em direção ao seu próximo desafio, porque com certeza novos virão e te farão crescer mais e mais.  

Nosso desenvolvimento é processo, não projeto. Então...vamos! 
 
Até o próximo encontro  😉

Consciência Emocional
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