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Eu fui vítima, a culpa é da Capivara

Eu fui vítima, a culpa é da Capivara

Eu fui vítima: 

  • Do curso de graduação “errado” escolhido na pressão (interna) após a tentativa malsucedida do curso de Direito na Universidade Federal; 
  • Da falta de dinheiro pra fazer um intercâmbio e aprender inglês;
  • Da burocracia que não permitia que meus projetos ganhassem velocidade;
  • Do machismo que não me permitia ser ouvida;
  • Das injustiças da vida que não me permitiam conquistar meus sonhos. 


Eu fui vítima até 2012, assumi no Sebrae/PR a coordenação estadual do Empretec . Lá eu ouvi pela primeira vez o termo “Lócus de Controle”, e esse termo acabou com a estratégia de uma vida inteira de vitimização. Foi bom? Foi sensacional! Mas foi beeem difícil. 

Quando eu passei a exercitar (digo exercitar porque é como ir à academia: a repetição dos exercícios trará o resultado) o Lócus de Controle Interno, minha vida passou por uma transformação. Eu assumi que: 

  • EU escolhi um curso de graduação que não era o que eu queria por motivos errados, mas eu ainda poderia seguir por outros caminhos. Uma Pós-Graduação, novas referências e tantos outros cursos que hoje me trouxeram onde estou - fazendo o que amo fazer;
  • EU gastava muito com bobagens, gastos que no fim do mês somavam uma quantia significativa. Parei de desperdiçar dinheiro , economizei, e fui 2 anos seguidos pros EUA passar minhas férias estudando inglês;
  • EU insistia em uma única forma (equivocada) de tentar aprovar projetos. Parei de reclamar, busquei novas estratégias, conquistei resultados. Fui trabalhar em uma Startup por 2 anos (experiência fantááástica), abri minha própria empresa. Transformador! 
  • EU me comunicava de uma forma equivocada e não era ouvida. Busquei me conhecer, fiz terapia, Análise Transacional, uma formação TOP em Coaching, que me mostraram o que eu poderia mudar em em mim, para que eu pudesse passar a ser ouvida como gostaria; 
  • EU não assumia nenhuma responsabilidade perante meus fracassos. Assumi o que era meu, busquei incansavelmente novas referências e, apesar das dificuldades, segui meu caminho.

Como se não bastasse a primeira, logo veio uma segunda chacoalhada braba. Foi o “Paradigma da Escassez” trazido pela Dulce Magalhães em uma palestra bastante impactante, onde uma das reflexões foi:

 

“Do ponto de vista cerebral, o oposto da reclamação não é a conformação, mas sim a mudança”. 


Era mais ou menos assim: Tá ruim? Muda! O pensamento, a comunicação, a estratégia, a o lugar, a escolha, o curso, a forma de se relacionar.....pára, avalia, e muda.  Esse 2º chute na canela permitiu que eu seguisse me perguntando a cada “nova injustiça” pela qual eu passava: “Paula, qual foi sua contribuição para que o resultado fosse esse?”. 

 

“Socorrooooo, era tão mais fácil quando eu colocava a culpa nos outros, na vida, no destino, na má sorte, nas experiências anteriores que passei, nas referências que tive, na capivara do Barigui, qualquer um que não fosse EU!”.  


Esse era o pensamento no começo, confesso...Mas é fato que a autorresponsabilidade me trouxe um crescimento incrível, e principalmente: escolhas mais conscientes. 

Isso quer dizer que nosso destino está completamente em nossas mãos, e nada sai do nosso controle se nos esforçarmos o suficiente? Não.  
A reflexão que trago é: está nas nossas mãos escolher um terreno fértil, espalhar as melhores sementes, regá-las, e nos preparar pra lidar com o que florescer. Não foi como você esperava? Pára, avalia, aprende, cria opções, e vai para o próximo plantio. 

Atenção: a autorresponsabilidade anda de mãos dadas com a Agilidade Emocional. Quando você muscular a sua capacidade de lidar com suas emoções, você terá a coragem necessária para encarar a sua parte nos resultados (bons e ruins) que produz.  
 
Desejo a você um belo despertar para a autorresponsabilidade, agilidade emocional, escolhas mais conscientes e alinhadas com seus valores, e com o que você deseja para sua vida.  
 
Simples? Não. Mas transformador!! 🙏🏻 

Um abraço e até o próximo encontro 🙂  🙂🙂

Consciência Emocional
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